Minha relação com a escrita…

A escrita (literatura) é um hino à alegria, para mim a mais sublime das artes. Não que as outras artes sejam inferiores, tanto que a música talvez seja a única que alcança patamares metafísicos por exemplo, mas sem a escrita jamais chegaríamos onde chegamos. A comunicação e a história não seriam as mesmas sem ela. E de quebra é uma das principais fontes de deleite para milhões de leitores. É a perfeita união entre o prático e o agradável.

Escrever não é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas, seja pela página em branco que nos assusta porque desafia nossa capacidade de criar, até para nós da lusofonia que temos que encarar as regras travessas do português (já adianto que não acredito no mito da nossa língua ser a mais complicada do mundo, ou até mesmo entre as mais difíceis, contudo é inegável que não se trata de um esperanto da vida em níveis de facilidade). O escritor que nunca erra ou o qual não passou por uma crise criativa é um mito, contudo de qualquer forma sempre existe espaço para melhorias.

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Deserto de pensamentos

Algumas vezes nossos pensamentos são como oceanos, abundantes em uma vastidão sem fim. Mergulhamos neles e demoramos para submergir devido as suas profundezas. Mas como tudo é impermanente e está sujeito a mudanças, esse oceano pode secar e dar lugar a um imenso deserto, simbolizando aqui a falta de criatividade e de estimulo intelectual. E dessa maneira nossa própria individualidade passa por um processo de secura, e nos vemos nesse ambiente inóspito e desértico. Quais seriam as causas desse fenômeno que chamo de “desertificação mental”?

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Oblívio eterno

Para quem leu o título do post e não sabe o significado, o oblívio eterno é o fim da existência após a morte, também chamado de inexistência ou o “nada”. Para mim, é racionalmente o destino que todos nós vamos encarar após nosso último suspiro. Isto é fascinante e ao mesmo tempo assustador. Nós nos apegamos tanto a existência e é a única coisa que podemos vivenciar (até porque vivenciar a inexistência seria um paradoxo) que o desconhecido de não existir pode parecer um destino terrível ou deprimente. Se eu acredito nisso, eu deveria me sujeitar a um niilismo depravado pois estou admitindo que minha vida no final não tem sentido por causa desse futuro obscuro? Ou ainda, eu realmente devo temer esse destino? Eu acredito que não e vou usar algumas fontes e pensamentos para isso.

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Coronavírus e a ignorância global

A Covid-19 revelou como o mundo é propicio aos propagadores de ignorância. Uma das primeiras que ocorreram, por exemplo, foi chamar o Coronavírus de “Vírus Chinês”, com alguns insistindo nesta ideia ainda hoje. Ok, todos nós sabemos que a Covid-19 começou na cidade chinesa de Wuhan, que o governo da China provavelmente ocultou os primeiros casos, o que permitiu a explosão da doença mundialmente, e que existe interesse político em chamá-lo assim (não é de menos que Trump adore usar esse termo, eu diria até xenofóbico, em seus tweets). Mas eu pergunto desde quando essa doença teve realmente CEP fixo. Não demorou nada para que o Coronavírus se tornasse cidadão do mundo e ter carimbos no passaporte que dariam inveja em qualquer viajante com pretensões de dar a volta ao redor do globo. Mas a desinformação não para por aí.

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Breve crítica do documentário “O Dilema das Redes” da Netflix

Ontem assisti o documentário “O Dilema das Redes” na Netflix e posso dizer que serve de alerta para aquilo que já sabemos: quem está por trás das redes sociais: engenheiros de software, CEOs e entre outros responsáveis, criaram uma sofisticada engenharia social e tecnológica para que cada vez mais os indivíduos fiquem dependentes do softwares criados por eles. Google, Facebook, Instagram, Twitter e as demais redes sociais são verdadeiras armadilhas psicológicas de dependência, com algoritmos trilhões de vezes mais eficientes do que as tecnologias do passado prontos para tornar nossos cérebros adictos.

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